Casa do Povo

Grupo Coral Cant'arte


Kaspiadas - Grupo Cénico


Rancho Folclórico e Etnográfico


Secção de Atletismo

 


Grupo Coral Cant'arte


Este grupo de vozes constituiu-se em 1996 associado às actividades do Projecto Educativo do Jardim de Infância e da Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico de Pontével, relacionadas com a História Local e Nacional. Paralelamente, no decurso de 1997, o grupo aventurava-se em apresentações espontâneas e inéditas na vila, como as Janeiras e um concerto de Natal na Igreja de Nossa Senhora da Purificação.

cantarteEm 1998, com a criação do curso de iniciação à Música Coral, começou a ser dirigido pelo professor/maestro Abílio Figueiredo passando então a denominar-se Cant'Arte. Resumia-se nesta designação a actividade que se propunha criar : o canto e a forma ou técnica na qual se pretendia integrar - a arte.

Findos os cursos e os projectos, o grupo viu-se na eminência de se desmantelar, uma vez que não dispunha de meios para se manter independente. Contudo, a partir de Novembro de 2000 passou a integrar uma das secções culturais da Casa do Povo de Pontével.

Tem actuado em diversos lugares e participado em variados acontecimentos culturais, procurando corresponder às solicitações das associações ou instituições dentro e fora do concelho do Cartaxo. Tem organizado também concertos temáticos (relativos a comemorações ou épocas festivas do ano) e encontros corais.

cantarte 2De entre os vários espectáculos em que participou destacam-se o Sarau Garrettiano, a homenagem a Zeca Afonso, a Noite Poética, a peça Falar Verdade a Mentir, o canto em comum com outros coros - ARES NOVOS (Alverca do Ribatejo),Círculo Cultural Scalabitano, ALLA BREVIS (Cartaxo), Sociedade Recreativa e Cultural OS PIMPÕES (Caldas da Rainha),bem como a colaboração com a Banda da Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense. Registam-se também participações em eventos como recriações históricas, visitas guiadas a monumentos ou locais de interesse histórico organizadas pela Associação Pulsar do Cartaxo, exposições, lançamento de livros, entre outros.

O repertório não obedece a critérios rígidos ou estanques - canta-se música da época medieval à contemporânea, nacional ou estrangeira, tradicional ou erudita, religiosa ou profana.

Pesem embora as constantes acções de sensibilização no sentido de atrair mais elementos, o grupo é composto por um número relativamente reduzido de pessoas, muito inferior ao que seria desejável. A idade média dos coralistas não é muito elevada, varia entre os 20 e os 50 anos, desempenhando diversas ocupações e profissões que vão de estudantes a empregados em diversos ramos e serviços. Neste momento o grupo precisa realmente de elementos, sobretudo vozes masculinas, por isso aqui fica o apelo, se gostam de música, experimentem juntar-se ao Cant'Arte, decerto não se vão arrepender, pois para além dos muitos conhecimentos transmitidos, o convívio é exemplar.

Ensaio: Sextas- Feiras, às 21.30h na Casa do Povo de Pontével.


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Kaspiadas - Grupo Cénico

O Grupo Cénico da Casa do Povo de Pontével foi fundado no final do ano de 1967, por um grupo de rapazes que frequentavam o Centro de Orientação de Leitura, o qual durante anos funcionou na sede da agremiação que passou doravante a exercer a sua actividade nesta Casa do Povo.

grupo cenico 2Foram seus fundadores Edgar Paulo Costa, Joaquim Fernando Santos Felix, Eugênio José Silva Violante, António Augusto Guimarães Carreira José Júlio Mendão Xavier, Albino Pereira Rodrigues, Luís Fernando Rodrigues Calisto, António Gabriel Calisto, José Manuel Melo Gabirro e Rui Fernando da Silva Nunes; outros como Edmundo Calisto Gabirro e Lúcio Manuel Carreira Ferreira vieram pouco depois.

A data de fundação deste grupo e marcada com a sua primeira organização e simultaneamente estreia das pegas que levaram a cena em 28 de Outubro de 1967 - " O Capitão de Lanceiros" e "O Ouro que Deus Dá" para alem da mini Revista "Rapaziada as Direitas".

grupo cenico 1Tendo o Grupo Cénico iniciado a sua actividade somente com rapazes , e claro que, as peças teriam de ser condicionadas as suas possibilidades, mas pouco mais tarde deu-se o ingresso de elementos femininos e com eles a estreia da peça "Na Boca do Lobo", no inicio do ano de 1969, marco importante também na historia deste grupo Cénico uma vez que, com esta peça se inicia uma nova época.

Actualmente o Grupo Cénico conta com cerca de 25 elementos, tendo vindo a demonstrar todo o seu empenho e dedicação no trabalho que tem sido realizado, tentando conjugar na perfeição o convívio e o árduo esforço desempenhado durante os muitos ensaios, que decorrem todas as terças e quintas feiras, a partir das 21 horas. Uma das peças mais recentes que continua a ter sucesso, é "O Gato", de Henrique Santana, que já percorreu várias localidades: Almada, Atalaia, Casais das Comeiras, Cartaxo, Vale da Pinta, Loures,etc.

Paralelamente a esta peça, foi também representada a "Birra do Morto", de Vicente Sanches e, para comemorar a época natalícia, o grupo colaborou na festa de Natal das crianças, com a peça "As filhós de Natal". Tudo isto é apenas uma breve amostra de todo o trabalho que tem sido realizado por este grupo, que apesar de amador tem nas veias a paixão pelo mundo do teatro e, assim sendo, presta todo o seu empenho, estando sempre disposto a colaborar e oferecer um bom espectáculo à população.

Quem gostar de teatro, ou simplesmente estiver disposto a dar uma mãozinha noutras tarefas, não hesite, junte-se a nós, estaremos sempre dispostos a aceitar um novo membro.

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Rancho Folclórico e Etnográfico

HISTORAL

Pontével é a mais antiga Freguesia do Concelho do Cartaxo, teve o seu primeiro Foral em 1194, dado por D. Sancho I , tendo sido Terra de Ordem de Malta. Ao falarmos do Ribatejo, e mais especificamente sobre folclore, identificamos três zonas distintas nesta região: Lezíria, Charneca e Bairro, sendo nesta última aquela em que Pontével se insere.

rancho 1A fundação do Rancho Folclórico sucedeu em 1956 e foi interrompida pouco tempo depois. Mais tarde, em 1978 foi reorganizado e mantém a sua actividade até então, onde a sua principal preocupação tem sido a recolha, recuperação e divulgação das danças, cantares e etnografia das suas gentes.

Após um período de pesquisa intensiva sobre estes usos e costumes teve o seu parecer favorável pelo Conselho Técnico da Federação do Folclore Português, tornando-se seu sócio efectivo a 3 de Julho de 2002. Sendo o folclore a alma e tradição das gentes e a identificação da cultura de um povo, o Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Pontével tem a certeza que se guia por esse mesmo fio condutor, que é a representação da alma e cultura da freguesia.

TRAJES

O Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do Povo de Pontével representa a autenticidade e genuinidade dos trajes que datam do período de 1890 a 1920, sendo cópias fiéis dos modelos originais que ainda foi possível obter junto da população mais idosa.

rancho 2Sendo a actividade principal da Freguesia, nessa época, a agricultura, também o Rancho demonstra, predominantemente trajes alusivos a essa mesma actividade. Neste âmbito o típico trajar da camponesa pontevelense caracterizava-se sais e aventais de riscado, blusas de chita ou gorgorina , meias de cor escura, sapatos de couro castanho e lenços amarelo torrado. O camponês pontevelense traja calça e colete de cotim, cor cinzenta ou azul escuro, camisa de riscado, barrete preto e botas grossas de couro castanho.

No seu conjunto apresenta a mulher da vindima, a ceifeira, a aguadeira, a mondadeira de arroz, a criada e a lavadeira. O homem cavador, o gadanheiro, o lagareiro, o da poda e enxertia e o sapateiro. O traje domingueiro ou de festa caracteriza-se pela saia de baieta vermelha, avental bordado ou de rendas, blusa de cassa florida de cores garridas com entremeios bordados em renda de algodão com manga de presunto, meias brancas, lenço de seda amarelo ou de lã e sapatos pretos de sola.

O homem vestia calça preta de polaina, colete, cinta e barrete pretos, camisa branca de peitilho pregueado. Muitos faziam-se acompanhar do seu inseparável cajado, que lhes servia para as eventuais"rixas" que surgiam nos bailaricos.

Como a Freguesia ostenta casas quinhentistas, as quais pertenciam aos senhores fazendeiros abastados, o Rancho apresenta esses trajes. A mulher vestia saia e casaco a condizer debruados em cetim e com a sua respectiva bolsa, meias de lã cinzentas, castanhas, brancas ou pretas e sapato de sola preto. Usavam, ainda, alguns adornos em ouro. O homem vestia calça, colete e jaqueta de fazenda de cores escuras, nomeadamente, castanho, azul, verde seco e cinzento escuro, camisa branca, com ou sem gravata, sapato preto e chapéu de aba larga, nunca excedendo os oito a dez centímetros.

Os noivos trajavam de forma simples. A mulher vestia o fato melhor que tinha e que por vezes já tinha pertencido à sua mãe ou avó. Era composto por saia e casaco do mesmo tecido, com peitilho de renda e debruado a cetim, meias brancas e sapato preto de sola, véu de renda branca na cabeça fixo com grinalda de flores de laranjeira, das quais oferecia uma para a lapela do noivo, como sinal da sua virgindade. O homem vestia calça, colete e jaqueta pretos, camisa branca de peitilho e chapéu e sapatos pretos.

DANÇAS / MODAS

O Rancho Folclórico e Etnográfico da Casa do povo de Pontével apresenta em termos de danças e cantares uma recolha fiel que foi pesquisando junto dos seus antepassados, entre as quais de destacam, pelas suas características tipicamente ribatejanas:
O Verde Gaio - expressão de dança que a zona do bairro mais evidencia.
Ti Maria - uma das variantes do fadinho. A sua letra tem um pouco de malícia, pois o homem gabava-se ou fazia-se conquistador, tendo no final a resposta pronta da mulher, revelando a mentira com que ele se tentava gabar.
O Bailarico - dança de roda sapateada cuja característica mais evidente é as mulheres que não estavam a dançar roubarem os pares que andavam a catrapiscar. Por vezes gerava-se alguma zaragata, entre eles e elas, nestes bailaricos.
O Fandango - dança mais típica do Ribatejo, que apesar de ser uma dança de despique, entre homens, na Zona do Bairro, a mulher também o dançava. O Rancho apresenta dois fandangos, o do Bairro e o do Meio Alqueire.
Moda a dois e a quatro passos - Recolhida em Pontével, tem como influência as danças palacianas: o passe catre.

O Vira - Dança trazida pelas migrações sazonais das gentes do norte do país, e que o povo da freguesia adaptou ao seu ritmo e com cantares alusivos às suas histórias de vida.

ACTIVIDADES E EVENTOS

Com a preocupação constante de manter viva a representatividade da nossa cultura e etnografia, o grupo tem feito um percurso evolutivo na procura da excelência em termos de qualidade. Neste contexto tem realizado festivais de folclore quer nacionais quer internacionais, com a presença de grupos que também a nível de etnografia e representatividade, em termos culturais das suas regiões, espelham esta mesma excelência.

O folclore por si só, na actualidade, não faria sentido, no entanto, a repercussão que tem em termos culturais ao nível nacional ou mesmo internacional, fá-lo ser um dos maiores espólios de raízes, costumes e tradições que movimenta milhares de pessoas de todas as classes etárias, sociais e culturais.

Esta manifestação em massa, gera, em termos individuais, dinâmicas no grupo que se tornam essenciais para ocupação e promoção de estilos de vida saudáveis das crianças, jovens, adultos e idosos da nossa freguesia. Com este propósito, o grupo promove diversas actividades que passamos a enumerar:

  • Bailes à moda antiga
  • Recreação dos mercados da época de 1900
  • Festa dos Fazendeiros (representativa das fainas agrícolas da freguesia)
  • Festival de Folclore (integrado na Artével - Feira de Artesanato)
  • Pontélvinho (fado e folclore nas adegas típicas da freguesia)
  • Noites Ribatejanas
  • Maratona fotográfica (Objectivo de percorrer e conhecer marcos históricos da Freguesia)
  • Passeio Equestre (promover uma tradição inerente ao Ribatejo)
  • Comemoração do Aniversário do Rancho
  • Festa dos Quarentões em honra de N Sª do Desterro (Festival de Folclore)
  • Organização da Passagem do Ano

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Secção de Atletismo

A Casa do Povo de Pontével pratica atletismo desde 1963, sem interrupção. Conquistou vários títulos de Campeão e Vice Campeão Nacional da F.N.A.T., agora I.N.A.T.E.L, individuais e colectivos, em provas de estrada, corta-mato e de pista.

atletismo 1No ano de 1987 a Casa do Povo de Pontével teve pela primeira vez atletas femininos. Tem actualmente a praticar a modalidade cerca de setenta atletas de ambos os sexos e ,com idades compreendidas entre os 6 e 63 anos. 0s atletas das, camadas mais jovens (6 - 12 anos estão inscritos na Associação de Atletismo de Santarém e os outros no Inatel.

Na época transacta os atletas desta Casa do Povo participaram em 45 provas encerrando a época com brilhante titulo de Campeão Nacional de Pista (Inatel) na categoria de Aspirantes Masculinos (15-17 anos) e um honroso 2° lugar na mesma categoria, mas em femininos.

Atletismo 2

















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