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Ponte

Ponte Medieval

Igreja Matriz

Igreja Matriz

Ermida

Ermida de São Gens

Capela Desterro

Capela de N.ª Sr.ª do Desterro

Coreto Coreto

 

Ponte Medieval


PonteÉ um dos mais antigos monumentos da vila, e talvez até o mais importante, pois foi esta ponte que deu o nome de Pontével.

Ponte medieval de um só arco, cuja lenda refere a passagem da Rainha Santa Isabel por esta ponte, dando assim o nome á terra. O facto de ser uma ponte sobre um vale, originou "Ponteval" e, mais tarde, com algumas modificações, surgiu a designação de "Pontével".
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Igreja Matriz

Igreja MatrizÉ um templo muito antigo, anterior à fundação da nacionalidade, pois Pontével já existia no reinado de D. Afonso Henriques, com o nome de Ponteval que a doou à Ordem de Malta em recompensa pelos serviços prestados na luta contra os Mouros. Da sua traça primitiva nada se conhece, apenas a existência de alguns elementos medievais, tais como uma sigla de pedreiro gravada no terceiro cunhal da torre, na fachada principal e algumas estelas funerárias decoradas assim como um capitel românico que se encontra numa casa particular, leva-nos a supor tratar-se duma igreja do estilo românico rural português que se desenvolveu no norte e centro do país nos séc. XII a XIV , tendo em conta que Pontével teve o seu primeiro foral no séc. XII., a 1 de Dezembro de 1194. Foi reconstruída no séc.. XVII por António Botto Pimentel, comendador de Pontével que está sepultado na capela mor em pedra brasonada com as armas dos Pimenteis.

Apresenta uma planta de cruz latina, uma só nave, tecto de madeira de três planos pintado de branco ostentando ao centro o brasão da Ordem de Malta. A capela mor é em abóbada de berço, exibindo uma pintura de Nossa Senhora de Conceição envolta numa mandorla de flores e cabeças de anjo.A igreja está revestida até à sanca de azulejos do primeiro quartel séc. XVII tipo "padrão" e "tapete", com grande variedade de padrões de elementos geométricos e vegetalistas, rematados por frisos e bordaduras.

Os vários tons de azul, amarelo torrado e gema de ovo, assim como o acastanhado assentes em fundo branco transmitem um belo efeito cromático.O altar mor é constituído por retábulo de talha dourada, cuja estrutura se assemelha a um portal românico, com colunas torsas, ricamente trabalhadas com uma decoração regionalista de cachos de uvas e parras de videira. Este retábulo emoldurava uma tela representando a Apresentação da Virgem no Templo, que em certas épocas litúrgicas tapava o trono descendo para um fosso.

Presentemente esta tela aguarda restauro.Tem mais dois altares frontais de talha dourada em forma de nicho com colunas torsas de exuberante decoração emoldurando baixos relevos: onde se encontra S. Gabriel no altar do lado esquerdo e o Sagrado Coração de Maria, no do lado esquerdo.O altar lateral esquerdo, de Nossa Senhora do Rosário apresenta características tardo-renascentistas do final do séc. XVI; o altar lateral direito, encontra-se na capela do Santíssimo, restaurada em 1866, também conhecida por capela dos Negrões, por aí se encontrar sepultado um membro da família Negrão, família com grande implantação em Pontével desde o séc. XVI.No átrio, à direita, encontra-se a pia da água benta em mármore de Lioz, de estilo manuelino classificada em 1933 como monumento de interesse público, assim como a pia baptismal de fusto curto e cálice de planta oitavada, situada no baptistério no lado esquerdo que pelo referido diploma mereceu a mesma classificação.

Por cima do átrio fica o coro suportado por quatro colunas dóricas, e protegido por uma balaustrada de madeira . É no coro que se encontra um órgão do séc. XVIII, oferta de Domingos Leite Craveiro, proprietário local, que o ofereceu como pagamento da jóia para a entrada na irmandade do Santíssimo. Adossada ao corpo central encontra-se uma robusta torre sineira imprimindo-lhe um cariz de igreja fortaleza. Das imagens desde o séc. XIV, quer pertencentes à própria igreja, ou oriundas das capelas de S. Gens, S. Pedro, S. Dâmaso, hoje já desaparecidas ou outras peças de valor histórico que não se encontram expostas, por motivos de segurança, existem fichas de consulta e trabalho mais desenvolvido à guarda do senhor pároco local.A igreja foi classificada como Monumento de Interesse Público pelo Dec.29/84 de 25 de Junho de 1984.

Pontével, 2003.
Escrito por: Maria Zelinda Pêgo, lic. em História.


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Ermida de São Gens

ErmidaSituada num monte no caminho de Pontével para Vale da Pinta existiu a Ermida de S. Gens que não se sabe quando foi fundada, nem que motivos levaram à sua fundação, sabe-se apenas que em 1574, já existia, mas tudo indica que seja muito mais antiga. Disseram-nos também que segundo lhes contaram, D. Afonso Henriques, quando vinha de Coruche para Santarém, ouvia sempre missa em S. Gens, e dava de beber aos cavalos, num poço que ainda hoje existe perto das ruínas da Ermida. Provavelmente, a Ermida. Era proveniente de um templo visigótico, quer pela origem do nome Gens, quer pela pia de água benta que hoje se encontra na Igreja paroquial de Vale da Pinta, classificada pelos Tesouros Artísticos de Portugal como uma pia de origem visigótica.

Da Ermida, restam apenas uns bocados de muros envoltos numa densa vegetação, que impede a sua total descoberta.

A imagem de S. Gens, transitou para a Capela da Senhora do Desterro, e encontra-se agora numa arrecadação por detrás do altar mor da actual Igreja de Pontével só sendo vista, pela festa de Nossa Senhora do Desterro, durante a procissão.

A propriedade onde se localizam as ruínas, é hoje particular tendo pertencido à Irmandade da Senhora do Rosário transitando depois para a junta de Paróquia após a extinção da Irmandade o que se verificou em 1849.


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Capela de N.ª Sr.ª do Desterro

Capela DesterroSituada entre o Rio da Fonte e o Ribeiro da Água Travessa, , a capela teve, primitivamente, a invocação do Espírito Santo e pertencia à respectiva irmandade, que era rica e possuidora de grandes manadas de gado, Nos terrenos situados atrás de capela, ainda há pouco tempo denominados " o curro " realizavam-se festividades toirinas que terminavam com a matança de uma rês distribuída pelos pobres.

Desconhece-se a sua origem, embora Santos Simões, numa obra sobre azulejos, atribua a sua fundação à Rainha D, Isabel de Aragão.

Foi reconstruída no séc. XVII, por obra do padre Emanuel da Silva que foi pároco nesta freguesia durante 37 anos , falecido a 1/11/1671 e está sepultado na capela mor da igreja matriz do lado do Evangelho; era toda forrada a azulejo policromado da mesma época, tinha um coro assente em colunas e púlpito de balaustres. O retábulo de talha dourada do altar mor. envolvia um tríptico cujo painel central simbolizava a descida do Espírito Santo e os laterais, a Ressurreição e a Ascensão. Existia ainda uma outra pintura sobre tábua representando Nossa Senhora do Desterro, Nos altares laterais encontravam-se as imagens de Santa Clara , Santa Luzia e S. Gens, tendo estas duas últimas transitado para a igreja matriz. A fachada principal, era constituída por um frontão triangular e uma galilé assente em seis colunas, uma torre sineira e o portal manuelino, único vestígio da antiga fachada.. A galilé foi demolida nos finais de séc. XIX quando da construção da estrada do Cartaxo para Aveiras de Cima.. Por volta de 1970, sofre a capela a mais selvática das reconstruções restando apenas alguns azulejos, o pórtico manuelino, a pintura sobre tábua representando a Ressurreição e muito recentemente foram encontrados os dois volantes que fazem parte do tríptico, uma pintura de séc. XVI, da autoria do Mestre da Romeira.

O povo de Pontével, na sua maioria, não aceitou esta barbaridade que considerou não só a destruição arquitectónica e artística mas um atentado ao local onde prestavam o culto à Senhora do Desterro. Hoje numa encosta em frente à capela encontra-se um nicho com uma imagem da Senhora do Desterro feita por um canteiro de Pontével e é aí que os devotos vão pagar as suas promessas. Houve uma transferência natural do local de culto porque a capela, como está, não oferece ambiente para a meditação e oração. A verdade é que a actual autarquia, reconhecendo a importância que aquele nicho tem para o seu povo , quer pela crença ou pelo bairrismo, procedeu à sua iluminação e emoldurou-o com um arco polilobado à semelhança dum portal manuelino, perpetuando assim a simbiose entre a antiga Capela Manuelina e a devoção na Nossa Senhora do Desterro.

Pontével, 2003.
Escrito por: Maria Zelinda Pêgo, lic. em História.

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Coreto

CoretoLugar apreciável situado no Largo de Mariano de Carvalho baptizado pelo Largo do Coreto, outrora ponto de encontro de todos os Pontevelense.

Ponto de encontro aos Domingos á tarde, dos Pontevelense que se juntavam para ouvir a banda da freguesia que actuava nesse coreto. Ainda hoje se mantém a tradição, sendo que uma vez por outra a Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense que promove no respectivo "Largo do Coreto" uma actuação chamando aquele lugar todos os Pontevelenses, uns para recordar, outros para incutir a tradição para que esta nunca acabe.

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