Cultura

mulher milhoO povo de Pontével teve desde sempre várias profissões diferentes. A maior parte da população sempre se dedicou a agricultura, uns tinham propriedades suas onde trabalhavam durante todo o ano, muitos, principalmente jovens e até crianças deslocavam-se para o "campo" na região de Valada do Ribatejo, Reguengo, etc., para trabalharem nas grandes quintas ai existentes.

Passavam lá semanas sem vir a casa, ficando na quinta onde a noite e a luz da candeia as raparigas bordavam o seu enxoval, cantavam e ate dançavam. A Quarta-feira os namorados iam as quintas ver as suas amadas.

Nessas quintas, tinham varias ocupações assim como todas as tarefas relacionadas como da plantação ate a colheita do arroz, trabalhos nas vinhas entre outros. Também havia quem por ca ficasse, por exemplo o sapateiro que trabalhava todo o santo dia alem de ensinar aos seus aprendizes a sua arte. Havia quem se dedicasse a produção de cal, que era feita em fornos dos quais ainda hoje ha vestígios.

Nos finais do século XIX princípios do século XX, Pontével começa de novo a reaparecer e dai para ca pode-se dizer que esta em pleno desenvolvimento. Em 1906 foi fundado um jornal que tinha por nome, "A Verdade", era totalmente feito a mão e do qual só existe provas a partir do terceiro numero, aparecendo assim novas ocupações nesta vila.

vindimaEm 1956 começou a fazer-se a Festa dos Fazendeiros, que se efectua sempre no primeiro Domingo a seguir a Páscoa, ou seja no Domingo de Pascoela na qual eram e continuam a ser representadas as ocupações acima descritas. Contudo com a evolução dos tempos o camponês desta região perdeu, neste ultimo quarto de século as suas raízes ocupacionais bem maneira de vestir.

Usava calça ajustadissima a "boca de sino", barrete preto, posto com garbo, e camisa branca engomada, em dias festivos. . Por cima desta apenas o colete; atrages.jpg jaqueta ficava pendurada no ombro esquerdo. Na mão direita empunhava o inseparável cajado. A camponesa - a campina - no dialecto do povo, essa era garrida em extremo: saia de baeta vermelha, com barra de renda preta por trás, fazendo-a ela abrir em leque com o manear gracioso do seu andar.

Calçava tamanca preta de polimento, e as típicas meias de algodão de cores berrantes com pontos complicados e denominadas, segundo estes, meias aos "olhos", aos "arcos", as "pipias", etc. A blusa era de cor clara e bem ajustada ao tronco esbelto donairoso. O lenço de lã, de muitas cores, era posto a meio da cabeça para deixar ver o cabelo bem penteado e bem untado com "azeitinho da candeia". No avental a camponesa exibia toda a sua arte em pontos abertos.

trajesHoje já não se vê este tipo de traje a não ser no Rancho Folclórico de Pontével que tenta reproduzir com rigor todos os trajes utilizados pelos nossos antepassados.

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